quinta-feira, 9 de setembro de 2010


CAMPEONATO DA 1ª-DIVISÃO DE Aveiro , época 1962 – 1963.

Apesar do ultimo lugar conseguido no campeonato da II divisão de 61 -62 , o nosso clube foi convidado a competir no campeonato principal devido ao Alargamento de dez equipas para quatorze , onde devido á não confirmação de algumas equipas , o CDPB começou a disputar o respectivo campeonato, onde se encontravam : Ovarense , Alba , Arrifanense , Bustelo, União de Lamas , Cucujães, Anadia , Cesarense , Águeda , Vista Alegre , Lourosa , Esmoriz e Estarreja; logo nesse campeonato o nosso clube conseguiu o 7º-lugar com 51 pontos, pecúlio brilhante para quem competia pela primeira vez no principal campeonato do nosso distrito , apenas com dois anos de existência. Dos atletas do anterior campeonato foram poucos os que ficaram na equipa , sendo esta reforçada com excelentes praticantes , que vieram trazer qualidade e equilíbrio . Apesar do mau começo em Ovar , onde perdemos por 4-1 , a equipa realizou um campeonato regular , conseguindo 10 vitorias , 5 empates e 11 derrotas. De realçar a constituição da direcção que geria então os destinos do nosso clube , encontrando-se nela figuras que pela sua importância , engrandece ainda mais o nosso historial : Presidente : Joaquim Dias de Carvalho ; Vice – presidente : Fernando Pereira de Sousa ; Tesoureiro: Diamantino Pereira de Sousa ; Secretário : Fernando Figueiredo Rocha ; Secretário : Manuel Pedrosa; Vogais: Norberto Sousa, Joaquim Oliveira Pinto , Joaquim Guedes Silva e Manuel dos Santos… A habilidade de um brandoense , muitas vezes esquecido e incógnito , que serviu mais de duas dezenas de anos este clube sem remuneração , ( ao contrario de outros ), que ao constatar da possibilidade de subida do nosso clube , teve a perícia de o fazê-lo pela calada e teve na sua dedução uma pontaria precisa . Quando o nosso entrou directamente para este escalão , houve vozes que indiciavam do facto de termos subido de divisão , sem vitorias desportivas e só por convite , auscultando diversas vezes ter havido dedo dum grande Feirense , amigo de Paços de Brandão ; mas na verdade essa não era a verdade , pois já em 1961 este alargamento estava previsto , devido ao facto de 5 ou 6 equipas de Aveiro já competirem nos nacionais ,a passagem final para a cidade de Aveiro da Sede , daí a necessidade de tornar o campeonato , mais longo e competitivo… Como houve equipas que por interesses instalados não concordaram com esta directiva , dois anos depois os artistas seriam outros , havendo descidas de 2 e desistências de outros dois , tendo em 1965 , recomeçado com outra moldura o dito campeonato. Por isso não se pode deixar de mencionar a figura dessa incógnita personagem , que na verdade era o Secretário , mas o seu nome poucas vezes foi associado á fundação do clube , de Ramiro Correia da Rocha …

Por isso a data de 16 de Setembro de 1962 tornou-se , para este clube , como a charneira da nossa história , por ser a pioneira dos jogos no nosso estádio , então remodelado e á participação no futebol sénior como equipa sénior federada nas primeiras categorias : Realizou-se ontem , no campo do Clube Desportivo Paços de Brandão , o jogo da 2ª- jornada da I Divisão aveirense entre , o grupo deste clube e o do Sporting Clube de Alba , de Albergaria a Velha , que terminou com o resultado final de 4-2 a favor dos locais. No 1º- tempo apesar do grupo visitante estabelecer certa confusão na sua grande área , beneficiou duma grande penalidade que não assinalada pela arbitragem , no final da mesma registava-se o resultado de 1-1 . Na 2ª- parte os locais entraram muito fortes marcando 2 golos , tendo acontecido o golo do Alba , mas que com o 4º- local , a equipa aceitou o resultado baixando os braços perante a supremacia dos locais. O CDPB alinhou da seguinte forma : Manuel António , Cardoso , Castela e Valdemar ; Belinha e Guedes ; Chupa , Silva , Rodrigues , Figueiredo e Reis. Os golos foram alcançados por : 1-0 Reis ( 25 min.) , 1-1 Travassos ( 27 ) , 2-1 , 3-1 , Reis ( 65 e 67 ) , 3-2 Delfim ( 70 ) e finalmente 4-2 de novo pelo Reis ( 87 ) , que marcou 4 golos. Todos os brandoenses se esforçaram , Couto , apesar de lesionado desde os 70 minutos , resistiu estoicamente até ao final. O Guarda redes do Alba , João Pereira , evitou score maior , cotando-se como o melhor em campo . ( C. FEIRA , 22 / 09/ 1962 ). O mais difícil estava conseguido , depois de duas derrotas no campeonato anterior diante desta equipa , era possível o nosso clube jogar taco a taco com qualquer equipa e isso ficou evidente neste jogo .. Mas as coisas não seriam tão fáceis , porque já não bastando o valor das equipas , outras forças estranhas entrariam em campo , em claro prejuízo da equipa , como referirei mais adiante. Fazia ainda parte desta equipa : Rodrigues , Reis II , Guedes , Sousa ,Castro , Alfredo e Sousa. Pegando em artigos da imprensa da altura , não foi fácil a nossa aprendizagem neste escalão , onde ficam reflectidos casos de arbitragens , lesões , em que foram evidentes um certo desprezo pelo valor da nossa Briosa. Contam-se pelos dedos em que fomos beneficiados , estando em plano bem inclinados o contrario , recordando-se os casos dos jogos em : Lamas ,Lourosa ,Cucujães ,Águeda e Esmoriz ; a nossa equipa “ caloira “ nestas andanças tinham de correr mais , jogar mais , contra as forças do estranho , fora de casa , 80% foi prejudicada , em casa , 10% beneficiada , tendo sido espoliada nessa primeira época : 4 penaltis perdoados , 6 mal assinalados contra , 10 golos mal anulados , tendo num só jogo em Esmoriz 2 golos sonegados e dois cá na segunda volta contra a mesma equipa , cujo resultado terminou em 3-3.. deu mosquitos por cordas na localidade . Mas a grande partida aconteceu contra o rival União de Lamas , que seria campeão , mas cá foi beneficiado por uma arbitragem escandalosa , onde não foi visto um

penalti a nosso favor , anulado um golo limpo ao Figueiredo e o golo lamecense discutível… Mas a nódoa aconteceria contra o Lourosa , onde aconteceria uma verdadeira batalha campal e o começo duma rivalidade que ultrapassava o mínimo da razoabilidade, onde o fanatismo ultrapassava o amor clubistico. Esta competição do nosso clube constituiu para a nossa localidade um marco histórico , onde transportou para todos os brandoenses , uma onda de entusiasmo , começando nessa época os encontros entre os vizinhos : Lamas e Lourosa , constituindo partidas carregadas de amor clubistico e derbies ainda hoje recordados com enorme saudade. Como realce final , faziam parte desta equipa : o grande Mário Imbelloni , internacional Argentino , que jogara no Feirense ; Manuel Conceição ( CHUPA ), um dos melhoras pontas que por cá passou , jogando nas épocas 62-63 e 63-64, regressando ao Feirense; três bons guarda redes : Castro , Sousa ( U. Lamas ) e Silva , tendo este ultimo defendido a nossas cores quase uma década , vindo do Mafamude ; José Rodrigues ( Tota ) , que transitara do U. Lamas , tinha sido treinador em 61-62 e jogador no CDPB em 62-63 , avançado possante ; sem esquecermos vários que serviram este clube com grande arreganho : Manuel António , Couto I , Mário Belinha , Castela , Cardoso , Valdemar , Antero , Figueiredo , Artur e Reis I , Alfredo , Reis II , Guedes , Armando , Castanheira , Soares e um dos sobreviventes da época anterior, Vítor Luís . Desta altura começava a despontar um dos maiores valores da nossa terra , refiro-me ao grande Mário Belinha , um exemplo para todas as gerações , onde só via a camisola da equipa da sua terra e passou , sabe-se lá , ao lado de uma grande carreira , daí tirar o meu chapéu .



PRIMEIRO CAMPEONATO DE AVEIRO 1961 – 1962


Em 1960 ou seja , no mês de Outubro o clube tentou inscrever-se no campeonato de promoção , mas encontrou vários escolhos que lhe sonegou esta vontade : o campo não tinha as medidas , não possuía infra estruturas ( balneários , vedações ) e a sua posição na disposição estava incorrecta. Então a direcção propôs como meta o ano de 1961 – 62 para o clube começar a competir no dito campeonato. A direcção , que também era comissão de obras , colocou o campo na posição legal , ou seja , o da actualidade , construindo balneários , casa de equipamentos , onde duas pessoas seriam quase durante mais de 20 anos ,como os segundos pais para muitas gerações : refiro-me ao Sr. Augusto e a Sra. Dolores. Muitos jovens começaram a praticar o futebol ainda não federado , no qual este desporto rapidamente se tornou num fenómeno. Da foto acima de 1960 , seria de grande parte desta equipa os primeiros atletas inscritos , mas na mesma havia impedimento de 3 jogadores que já eram federados e que 2 entrariam para o clube anos depois : refiro-me ao Aurélio ,que era jogador do Feirense, Rodrigues , do U. de Lamas e em 1961 – 62 seria treinador , sendo depois em 1962, 1963 e 1964 atleta e o Rodrigo , jogou nos juniores do Feirense e nunca cá jogou; davam uma ajuda em campo , participando em jogos não oficiais , foram cativadores de varias equipas que se formavam e alfobres de atletas de futuro. Todos os restantes fizeram parte da primeira equipa , exceptuando o Carlos Honório , quis o destino que : “ em 19 de Dezembro de 1961 , um violento incêndio destruiu parte da fabrica de madeiras Sociedade Industrial Brandoense Lda. No incêndio foi mortalmente atingido o Sr. Carlos Honório Vieira Pinto , filho do sócio da unidade fabril , quando se arriscava a salvar uma viatura da fabrica de serração. O trágico acidente perdeu a vida o jovem brandoense , onde era muito estimado na localidade e era guarda redes do novel clube local , o clube desportivo Paços de Brandão “ ( correio da feira , 22 de Dezembro de 1961 ). O Carlos Honório era um formidável entusiasta do futebol e a sua morte foi muito sentida entre os jovens , e em sua memória muitos participaram no primeiro campeonato em sua memória.

Quando na época 1961 – 1962 o nosso clube entrou a competir , era uma formação sem experiência e por isso com poucas expectativas quanto à subida de divisão , que apesar de o campeonato ser disputado por 4 equipas , as possibilidades eram reduzidas . O Sorteio do Campeonato Distrital da II Divisão realizou-se a 27 de Janeiro de 1962 com a presença de quatro concorrentes , Alba , Anadia , Bustelo e P. Brandão , cujo se realiza a duas voltas e os dois primeiros disputarão o titulo e a subida á 1ª- Divisão. O Campeonato começou a 26 de Fevereiro , tendo o clube local recebido o Alba , cujo resultado cifrou-se em 0-5 favorável ao clube visitante , a equipa brandoense alinhou com : Manuel António , Pinheira , Lopes , Ribeiro , Rios , Almeida , Belinha , Elísio , Mário , Espinheira e Figueiredo ; suplentes : Rogério, Brito e Vítor Luís. Este jogo foi totalmente dominado pelo Alba , estando ligado ao jogo dois episódios , que se tornaram inesquecíveis : com o resultado em 0-4 o clube local teve um penalti a seu favor , cujo o marcador foi Brito , deu um pontapé tão torto que a bola saiu junto á bandeirola , perante a risada total ; o outro foi ainda com o mesmo score um penalti contra a equipa local , tendo o Rogério defendido , no meio da alegria os nossos jogadores invadiram a área a abraçar o herói , chegando a pegar a bola com a mão e por isso a penalti foi repetido , tendo o atleta do Alba concretizado o 5º- golo.

O Clube terminou o campeonato em ultimo com apenas 1 ponto mercê do empate em casa no ultimo jogo , contra o Bustelo a 1-1: ( No dia 25 de Março , realizou-se nesta localidade o ultimo desafio de futebol a contar para o campeonato distrital da II divisão de Aveiro , entre o C.D. P. Brandão e o C.D. Bustelo, que terminou com um empate a 1 bola. Pelo clube local alinharam : Manuel António , Almeida , Rios e Belinha; Manuel Lopes e Vítor Luis ; Elísio , Figueiredo , Brito , Mário e Chico. Suplentes : Rogério , Pinheira , Ângelo e Ribeiro. Os nossos jogadores actuaram dentro da bitola habitual , à excepção de Manuel António que fez uma grande exibição , apesar de ter tido culpa no golo sofrido . O autor do golo foi o Figueiredo , cujo foi muito saudado e aplaudido , porque em 6 jogos este foi o único conseguido pelo clube local . ( Noticias – Semanário das Terras de Santa Maria , de 02-04- 1962 ) Devida á falta de noticias escritas e também por muitas brancas dos atletas de então , só consegui encontrar os resultados : 3-0 contra o Bustelo , 4- o em Anadia . Quanto aos dois em falta , até ao momento não foi possível saber. Como remate final vou recordar os nomes dos atletas da 1ª- época : Carlos Alberto Ferreira , Aires de Almeida e Sousa , João Alves Ribeiro , Fernando Gonçalves Oliveira , Rogério Ferreira da Silva , Victor Luís Sá dos Reis , José Fernando Silva Lopes , José Almeida de Oliveira ( Espinheira ) , Baltazar Pereira Campos , Joaquim Figueiredo da Rocha , Manuel António Oliveira , Manuel Lopes da Silva , Fernando Carvalho Alves , Manuel Monteiro da Costa , Elísio Couto , José Brito , Luís Rios , Mário de Oliveira Belinha , Ângelo Santos , Francisco Reis , Mário Alves Ferreira e Valdemar Gomes Pereira. O Leme do Treino ficou a cargo de José Rodrigues , que na altura era atleta do União de Lamas e exercia a função no nosso clube de treinador.

Como ponto final : O Alba foi o vencedor , sendo o Anadia o apurado para os jogos de Competência e subiu de divisão após vitoria sobre o Estarreja por 1-0. Só que na época de 1962 – 63 aparecem 14 equipas na 1ª- Divisão Distrital , entre as quais o Alba , Anadia , Bustelo e o Paços de Brandão , ou seja todas as equipas da II divisão de 1961 – 62, aparecem na época seguinte na I Divisão de Aveiro mais as dez equipas da ÉPOCA ANTERIOR



O FUTEBOL FEMININO ENTRE 1935–1936 DO P.B.F.C

Enviado por e-mail:

Em Março de 1935, Domingo de Carnaval, o C.D.Feirense recebeu pela primeira vez no seu campo do Montinho, um grupo feminino de Paços de Brandão, tendo o grupo brandoense vencido por 3-1; na terça feira de Carnaval deu-se a desforra no campo das Ameixoeiras, tendo o grupo brandoense vencido de novo, agora por 2-1. Estes encontros despertaram grande curiosidade, como é natural, pois era a primeira vez que grupos femininos se exibiam em publico. Os respectivos encontros tiveram farta concorrência de feirenses e brandoenses a presenciar, respectivamente , em ambos campos, as excelentes exibições com interesse e vivacidade que os dois grupos femininos emprestaram a estas tardes de Carnaval. Ainda durante estes dois, ou seja, entre 1935 e 1936 ,ambos conjuntos fizeram vários jogos: dois em Aveiro, 1 em Viseu e contra o Cesarense.
Pena foi a moda não ter pegado, pois diziam os mais idosos que haviam boas praticantes, num tempo em que o futebol era considerado de desporto para homens, estas atletas serviram de exemplo para as futuras gerações, apesar de não ter vingado.

Fotografias com história:

1935 – EQUIPA FEMININA no campo do Montinho: Helena, Micas do Rocha, Rosa da Ricardina, Emília, Granja, Rosália, Joaquina, Fernanda Fontes, Aurora, Arsénia e Guida Pais.


As equipas do PBFC e a do Feirense. (Ameixoeiras em 1935 )


Equipa do PBFC em 1935: Micas da Monteira, Micas do Rocha, Micas do Miguel, Rosa da Ricardina, Joaquina do Mestre, Maria Emília do Monteiro, Rosália Cardoso, Emília da Quinta, Emília do Cruz, Helena do Monteiro e Fernanda do Gaio.

AS COMPETIÇÕES - (parte I)
PRESENÇAS EM PROVAS OFICIAIS :
Taça de Aveiro (vencedor): 1988-1989, 2003-2004

2ª- DIVISÃO NACIONAL (1977-78)
3ª- DIVISÃO NACIONAL (1963-64, 1972-73, 1973-74, 1974-75, 1975-76, 1976-77, 1978-79, 1979-80, 1980-81, 1981-82, 1982-83,1994-95, 1998-99, 2000-01, 2003-04, 2006-07)- 16 presenças
1ª- DIVISÃO AVEIRO: 1962-63, 1963-64, 1964-65, 1965-66, 1966-67, 1967-68 , 1968-69, 1969-70, 1970-71, 1971-72, 1983-84, 1984-85, 1985-86, 1988-89, 1989-90, 1990-91, 1991-92, 1992-93, 1993-94, 1995-96, 1996-97 , 1997-98, 1999-00,2001-02, 2002-03, 2004-05, 2005-06, 2007-08, 2008-09 e 2009-10)- 30 presenças
2ª- DIVISÃO AVEIRO – 1961-62, 1986-87 - 2 presenças

TAÇA DE PORTUGAL - PARTICIPAÇÃO
1972-1973
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-1 Clube de Futebol Os Marialvas
1973-1974
Clube Desportivo Lousanense 2-2 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 Clube Desportivo Lousanense
Futebol Clube Paços de Brandão 3-2 Grupo Desportivo de Mangualde
Grupo Desportivo Peniche 1-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 Grupo Desportivo Peniche
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-2 Clube de Futebol Os Belenenses
1974-1975
Clube Desportivo Paços de Brandão 3-2 Futebol Clube de Avintes
Associação Naval Primeiro de Maio 5-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
1975-1976
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-1 Sport Clube Freamunde
Sport Clube Freamunde 1-3 Clube Desportivo Paços de Brandão
Sport Clube Vianense 1-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-1 Sport Clube Vianense
1976-1977
Associação Desportiva de Fafe 2-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
Sport Clube Penalva do Castelo 2-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
1977-1978
Sport Clube Mirandela 2-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
Mondinense Futebol Clube 2-3 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Atlético Valdevez 1-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
1978-1979
Futebol Clube de Avintes 3-3 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 3-0 Futebol Clube de Avintes
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 Sporting Clube de Alba
Clube Desportivo Paços de Brandão 6-1 Recreio Desportivo de Águeda
Sporting Clube de Espinho 3-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
1979-1980
Clube Futebol União de Lamas 3-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 4-1 Clube Desportivo das Aves
Grupo Desportivo de Bragança 4-3 Clube Desportivo Paços de Brandão
1980-1981
Clube Desportivo Atlético Valdevez 0-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 2-1 Clube Desportivo Atlético Valdevez
Clube de Futebol Os Belenenses 4-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
1981-1982
Futebol Clube Mogadourense 3-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
1982-1983
Clube Desportivo Paços de Brandão 3-2 Sport Clube Vianense
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-2 Gil Vicente Futebol Clube
1990-1991
Atlético Clube Marinhense 1-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
1994-1995
Sport Clube Maria da Fonte 2-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
1998-1999
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-2 Amarante Futebol Clube
2000-2001
Clube Desportivo Paços de Brandão3-3 Vila-verdense Futebol
Vila-verdense Futebol Clube 1-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
2003-2004
Clube Desportivo Paços de Brandão 2-2 Fiães Sport Clube (4-2 em grandes penalidades)
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 *Clube Desportivo os Águias de Alpiarça
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 Futebol Clube Amares
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-6 Sporting Clube de Braga
2005-2006
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-3 Grupo Desportivo Coruchense
2006-2007
*Associação Desportiva Fazendense 0-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
Passagem directa à eliminatória seguinte: Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Pinhalnovense 4-1 Clube Desportivo Paços de Brandão


Paços de Brandão - 43 jogos, 16v, 6e, 21 derrotas


CAMADAS JOVENS


JUNIORES
1971-72 – campeão de Aveiro -1ª divisão.
1995-1996, 2005-2006 – campeão de Aveiro da 2ª divisão.

JUVENIS
1976-1977 – Campeão de Aveiro da 2ª divisão.

Participação nos Nacionais

JUNIORES:
1971-1972 – NACIONAL SERIE B (Porto, Sanjoanense);
1973-1974 – SERIE B (Boavista, Sanjoanense, Molelos, Moimenta da Beira e Gafanha) ;
1974-1975 – ZONA NORTE (Sanjoanense, Porto, Boavista, Braga, Varzim, U. Coimbra, Guimarães, Anadia, Sousense, Guarda);

JUVENIS:
1978-1979 – ZONA B – (Castro Daire, Avintes)

50 anos CDPB - Empresa Brandoense lança bola comemorativa

Integrado no âmbito da comemoração dos 50 anos do Clube Desportivo de Paços de Brandão, uma empresa Brandoense do ramo da cortiça, vai lançar uma bola especial comemorativa aludindo à ocasião. De acordo com a informação recebida, a apresentação deverá ocorrer por ocasião da visita do escalão sub 19 do Futebol Clube do Porto, no próximo dia 29 de Maio.



A FUNDAÇÃO DO CLUBE DESPORTIVO DE PAÇOS DE BRANDÃO: 10 MAIO 1960

Mas vamos ao início. Com o cessar das colectividades desportivas e porque ambos campos desportivos eram alugados, rapidamente foram utilizados de forma diferente, gorando-se de vez as ilusões da maioria dos atletas e outros candidatos, que pretendessem começar ou praticar futebol no clube da sua terra. Entretanto, a juventude local ávida de desporto começou a estrebuchar, exigindo da edilidade local dum campo que fosse pertença dum clube que seria único e representativo da localidade. Estava aberto o caminho para a formação duma única COLECTIVIDADE e não cruzou os braços até à sua concretização.
Entretanto, devido à inexistência dum recinto desportivo, os jovens treinavam no antigo Arraial ou Feira dos 7, organizando equipas para participação em torneios de futebol a nível de freguesias organizados pelos grupos da região: Lamas, Feirense, Espinho, onde eram evidentes as multidões que acompanhavam as nossas hostes. Esta acção da juventude não passou despercebida às chamadas forças vivas, pois nelas também faziam na vertente desportiva alguns dos membros da Junta. Por isso, ajudou pelo menos a não deixar cair a ideia da construção dum recinto desportivo.
Depois de varias tentativas falhadas, sempre apareceu alguém que tornou possível a concretização de tal objectivo e de certa forma eivou a criação do actual clube. Essa foi com a chegada do Padre José Rocha em 1957, cujo panorama iria mudar. Este era um adepto do futebol, era um bairrista empreendedor das coisas associativas, conseguiu unir as forças vivas da terra ansiosas pelo aparecimento do futebol, deitou mãos à obra e em dois anos foi a força aglutinadora da fundação do CDPB.
A ideia inicial foi sempre a da construção dum recinto desportivo que nunca deixasse de o ser e não a de fundar um clube, mas com a concretização do primeiro objectivo, o clube nasceu espontaneamente. Mas o caminho não foi tão pacifico como parece. Fizeram-se várias tentativas que iam falhando desconsoladamente, por vários motivos, uns por não concordarem com certos nomes na lista e outras por evidente protagonismo de certas pessoas, quase que fizeram morrer à nascença o desiderato sonho. Tais tentativas levaram a que várias Comissões se desinteressassem e muita confusão nasceu daí. Como tudo na vida, os entusiastas foram muitos. Mas em 1960, com o padre Rocha à cabeça, promoveu-se no velho Cinema várias reuniões e duma delas com o presidente da Junta, chegou-se finalmente ao consenso. Em ambiente de entusiasmo foi elaborada uma Comissão, assim constituída: Padre José Gomes da Rocha, Diamantino Sousa, Manuel Ferreira, Joaquim Marques Pinto, Fernando Sousa, Mário Coelho, Anésio Sousa, Fernando Gomes, Ramiro Rocha, entre outros, a que não tive a sua confirmação.
Com o passar do tempo o entusiasmo foi esfriando devido aos contrários pontos de vista entre elementos, levando à desistência de alguns, cujas feridas passados 50 anos ainda são visíveis, chegando ao ponto de alguns terem virado as costas ao clube local e outros continuam a não falarem entre si. Foram estes sentimentos bairristas, muitas destas coisas incompreendidas, que possibilitaram o nascimento deste clube que fará este ano (2010) 50 anos de vida, mas que já praticava futebol desde os anos 10 do século passado, por isso quase centenário se fosse respeitado o aparecimento do primeiro clube, União Desportiva Brandoense em 1917.
Mas a vontade das pessoas inclinou-se para a fundação dum novo clube, o que se apraz aplaudir. Este é o que ficou - CDPB e há que respeitar o verdadeiro, o nosso clube, a Briosa Verde e Branca, desta terra secular de nome "Paços de Brandão ."

Fig: fotos da comissão e direcção da fundação do CDPB

A dita Comissão reduzida a 6 elementos, os que na realidade fundaram este clube: Norberto Sousa, Fernando Sousa, (Joaquim Carvalho Jr) Joaquim Dias Carvalho, Diamantino Sousa, Anésio Sousa e Joaquim Pinto. Os fundadores do clube, que eram simultaneamente comissão de obras, dedicaram-se de corpo e coração à obra que se propuseram realizar. Entre este grupo há que lembrar duas pessoas que também fizeram parte desta plêiade, mas que por motivos a eles dizentes, foram esquecidos mas importantes: Manuel Chapa (que se afastou e nunca foi director ou sócio) e o Padre Rocha (que sairia da localidade em 1961 e nunca mais foi lembrado). Assim, construíram o campo, criaram a sede com sala de café, escolheram as cores do clube (verde e branco como os antigos) e o emblema obra do artista amador Dr. Ramiro Relvas.
Entretanto, também criados os Estatutos do Clube, embora poucos em prática, não estavam aprovados oficialmente. Só muitos anos depois, em 1969, os novos e actuais estatutos foram oficializados. Mas seria deselegante da minha parte não lembrar duas pessoas que foram essenciais nisto tudo: refiro-me a Joaquim Narciso e á sua esposa, que daria o nome ao estádio: Dona Zulmira de Sá e Silva. Estes desconhecidos da maioria dos simpatizantes e praticantes jovens, foram os que possibilitaram o estado das coisas acontecerem.

FIG: Dona Zulmira de Sá e Silva (nome do estádio) e Joaquim Narciso (beneméritos).

Depois de o sonho ter finalmente acontecido, começaram a aparecer praticantes e a formação de equipas; novos e velhos jogadores realizaram a prática do futebol e o CDPB uma REALIDADE.
O desejo dos brandoenses em 1960 foi entrar a competir mas devido ao facto de não ter ainda infra-estruturas (balneários, vedação, etc.), ficou decidido que o clube iria competir na época 1961–1962, no campeonato da Promoção. Enquanto não competiam oficialmente, os jovens jogaram contra as outras da região e duma dessas partidas constatou-se que já haviam atletas para competir e dentro desses haviam elementos com valor que, apesar de convidados a jogar oficialmente, recusaram esses convites, alegando que só jogariam pelo clube local. Era simplesmente um inusitado amor à camisola pouco visto nos tempos que correm.
Esta foto seria na verdade a primeira equipa de Paços de Brandão que seria a causadora da fundação do nosso grandioso clube: Clube Desportivo de Paços de Brandão: 1960, no Estádio Dona Zulmira, a primeira equipa do CDPB:




DE PÉ: Sr. Ribeiro, Guerra, Ângelo, Lopes, Rios, Sá Reis, Aires, Mário Belinha e Carlos Honório. AGACHADOS: Preguiça, Aurélio, Barroca, Rodrigues e Rodrigo.

os anos do SUD

Sociedade União Desportiva (SUD)

S.U.D (1931–1942) - Durante 5 anos entre 1938 e 1942 uma das melhores equipas da Aveiro



Das cinzas da União Brandoense nasceu a Sociedade União Desportiva Brandoense, que rivalizou durante quase 8 anos com a outra equipa local, entre 1931 a 1938, entre campeonatos da promoção e das primeiras com partidas renhidas e com muitas peripécias.
Pelas fileiras desta equipa passaram alguns dos melhores jogadores da terra, disputando por 2 épocas 2ª liga nacional da zona Douro Litoral, mas infelizmente terminaria no seu auge em 1942 quando era a melhor equipa do concelho, rivalizando com o Espinho, Feirense e a Ovarense os títulos da primeira divisão.
Parte dos jogadores da época 32–33 vinham do PBFC que disputara antes a promoção de 1931-32, mas com a zanga entre directores rumaram à SUD e começaram o dito campeonato da promoção em 1932. O primeiro jogo oficial entre ambas equipas realizou-se no dia 18 de Junho de 1932 no campo das Ameixoeiras; terminou com o resultado de 3-0 a favor da SUD e começou então um ror de polémicas, com a rivalidade chegar diversas vezes a extremos e com vantagem para a equipa da Estação.
Da fundação em 1932 não podem ser esquecidos os nomes de: Dias da Póvoa, Joaquim Oliveira (Estronca), cujo Café Carioca serviu de sede deste clube, Jorge Pinto de Sá e António do Chico, entre outros, que foram ferrenhos defensores desta agremiação, digladiando com os rivais das Ameixoeiras acesas discussões. Não foi fácil a fundação deste clube porque a época era de crise severa; não havia muitos apoios financeiros para a construção doutro campo de futebol, mas a enorme rivalidade entre as duas partes da freguesia fez com que fosse possível tal desiderato. A escolha do terreno recaiu num terreno do Sr. Brandão da Estação, “sendo vendido a uma comissão com pessoas de confiança e de palavra, cuja a honra era mais válida do que assinaturas“, começando a construção do campo em 1932, ficando a baliza norte virada para a Fabrica do “Mata e Rouba” e a parte do sul para os terrenos regadios do actual bairro Vieira Pinto.
A primeira equipa era rudimentar e sem expressão, constituída por meros amadores, mas com a entrada no campeonato de promoção na época 1932–33 e sobretudo com as vitórias sobre o PBFC, tornaram-se relevantes cimentando uma supremacia na região feirense. Apesar disso, somente na época 34-35 subiriam à primeira divisão; disputariam na época 1935-36 a 2ª divisão por questões financeiras, subindo na época 36–37 e até acabar em 1942, quando desceu à Promoção.
A mais valia desta equipa ficaria reforçada com a chegada de Zé Tarene em 1932 vindo do Estrelas de Ovar, constituindo como o maior goleador e extremo esquerdo existente nesta terra. Mas não podem serem esquecidos outros valores, onde se revogam nomes como: Alberto Oliveira, Lino Relvas, Pereira, Titi, Lino Carvalho; parte destes chegariam a ingressar no FCPORTO, ESTORIL e noutras equipas da região.
Na época 1932 ano da sua entrada no campeonato de promoção obteve duas vitórias sobre o PBFC: 3-0 e 4-2, ficando em 5º lugar.
Na época 1933, a SUD alcançaria o 4º lugar, disputaria a subida mas perdeu a final com o Estrelas de Ovar.
Na época 1934, a SUD subiria de divisão , disputando com a outra equipa local o campeonato.
Na época 1935 disputou a 2ª divisão, vencendo a sua poule, com o Feirense, U. Lamas, Estrelas de Ovar, Beira Mar, Império de Anta, Cesarense, sagrando-se campeão de Aveiro.
Nas épocas de 1936 e 1937 disputaria a 1ª divisão ficando em 3º lugar, falhando por pouco a subida à 2ª divisão nacional.
Na época 1938–39, a SUD disputaria a 2ª divisão nacional série Douro Litoral, depois de ter vencido o seu grupo A de Aveiro da 1ª divisão e vencendo o Beira Mar na final dos 2ºs classificados por 3-1, em que o SP. Espinho se sagraria campeão de Aveiro.
Na época 1939-1940, a SUD disputaria de novo a 2ª divisão série Douro Litoral, tendo por isso vencido o grupo A, após renhida luta com o União de Lamas.
Na época 1940–1941 falharia por pouco a subida à 2ª divisão Nacional, após derrota com a Ovarense em 3 jogos com 2 empates e a finalíssima derrotados por um penalty, em jogos polémicos que conduziria ao seu desaparecimento, tal facto que aconteceria na época 1941–42, com a desistência desta equipa no final do jogo com a Ovarense em que haveria sérios desacatos entre atletas e a equipa da arbitragem, levando ao abandono da equipa do campo .


Os anos de ouro da SUD de 1938 a 1940

A época de 1938–39 foi bastante benéfica para a SUD, onde terminou a 1ª fase em 2º lugar atrás do Espinho. A primeira divisão de honra era composta pela: Ovarense, Espinho, Oliveirense, Beira Mar, Sanjoanense e SUD; no fim da primeira volta a classificação era a seguinte:
1º- SUD, 4V, 1E e 1 D, 15 Pontos,
2º- Espinho e Ovarense, 3V, 1E e 1D, 13 pontos,
3º- Oliveirense, 3V e 3 D, 13 Pontos,
4º- Beira-mar, 2 V e 4D, 10 Pontos e
5º- e em último, Sanjoanense, 1V, 1E e 4D, 9 Pontos.
A SUD era líder incontestável ao fim da 1ª volta, com uma linha avançada muito forte, que apesar de ter uma linha defensiva inconstante, possuía uma linha média e avançada temíveis, onde possuía extremos muito rápidos (Tarene e Arlindo) e um avançado muito concretizador (Pereira). A primeira volta foi muito boa para o SUD, mas claudicou na 2ª volta terminando empatada com o Espinho, ficando em segundo por melhor goal-score da equipe dos Tigres e por conseguinte apurou-se pela primeira vez para a poule da 2ª divisão. Os resultados da SUD foram os seguintes: Espinho (1-1, 1-1), Ovarense (3-1, 3-3), Oliveirense (3-1, 3-0), Sanjoanense (2-1 , 3-2) e Beira-mar (1-3 e 1-1), com a classificação: 5V, 4E e 1D, 24 Pontos.
A SUD ficou incluída na II Divisão – Série Douro Litoral, onde estavam equipas da região do Porto e por conseguinte muito fortes ficando, desde logo, muito condicionada a possibilidade da nossa equipa subir de divisão; mas mesmo assim, apesar do último lugar, a equipa brandoense conseguiu 2 vitórias, 5-3 ao Leça, 2-1 ao Espinho e 1 empate 1-1 com o Espinho, sofrendo 7 derrotas: 5-3 e 5-1 com o Boavista, Salgueiros 7-1 e 5-0, Leixões, 4-0 e 5-0 e Leça 3-1. Apesar de alguns resultados desnivelados, a equipa brandoense realizou um campeonato interessante, pois esta era muito amadora. Os jogadores jogavam por amor à camisola e contra a força não havia resistência; a equipa tipo dessa altura era: Lino Carvalho, Veluda, António Malícia, Lino Relvas, Nelinho Malícia, Valada, António Oliveira, António da Fabiana, Pereira, Loureiro, Arlindo, Tarene, Rebola, Pais, Guedes.
Os jogos disputados no campo da Estação entre o Boavista, Leixões e Salgueiros, arrastaram multidões a visionar os jogos, onde o transporte do caminho de ferro não está alheio, pois era fácil vir do Porto via Espinho. O jogo disputado entre o SUD e o Boavista foi o melhor de sempre realizado na localidade, que nem mesmo o desfecho de 3-5 a favor da equipa nortenha, esmoreceu as gentes locais, pois o resultado só aconteceu devido à lesão do valoroso Lino Carvalho, quando o resultado era de 3-1 a favor dos locais.
A época de 1939–40, foi a mais brilhante do clube brandoense, tendo terminado o campeonato de honra de novo em 2º lugar atrás do Espinho, só não foi campeão porque foi espoliado pelas arbitragens, especialmente no jogo disputado em Espinho, onde foi inventado um penalty e expulsos 3 jogadores locais. O Campeonato de honra teve como equipas participantes: União de Lamas, Lourosa, Beira Mar, Sanjoanense, Ovarense, Espinho, Estrelas de Ovar e a SUD. Nesta época, foi o começo de jogos entre Paços e Lamas, começando desde então uma rivalidade entre as freguesias vizinhas, arrastando multidões e jogos intensos. Para melhor compreender o que digo, o clube local não ficou em 1º porque perdeu o jogo do titulo com Lamas na Estação, permitindo ao Espinho ser Campeão.
O Campeonato foi muito renhido, chegando a estarem 3 equipas empatadas a 3 jornadas do fim sendo, por isso, polémicas as mesmas, com arbitragens caseiras, roubos de igreja e muita confusão, envolvendo: SUD, Ovarense e Lourosa, obrigando inclusive a um terceiro jogo entre a SUD e a Ovarense, com a vitória a sorrir aos locais por 4-1. Não possuo a totalidade dos resultados, mas entre os que conheço: Lamas e o SUD 1-4, 3-1, SUD - Lourosa 4-3, 4-4, SUD – Espinho 1-2, 2-1, SUD – Beira-Mar 1-3, 2-1, SUD – Estrelas 6-3, 1-1, SUD – Ovarense 4-3, 1-4. Foi necessário um playoff entre SUD – Ovarense, sorrindo a vitória aos locais por 4-1, com 3 golos de Tarene. Durante o jogo entre o Ovarense e o SUD deu-se um caso que marcou este clube, pois conduziu ao abandono da prática do futebol do central Joaquim Loureiro que, segundo as suas palavras, “terminei para o futebol na ida a Ovar onde a escandalosa arbitragem dum tal Hilário que nos prejudicou em favor do Espinho, que disputava connosco o primeiro lugar, marcando um penalty inexistente, perdi a cabeça agredindo-o, abandonei o campo e o futebol para sempre. Soube que a baliza foi ocupada pelo Alfredo do Lino, que seria anos depois defesa do F. C. Porto, mas tinha jeito para qualquer posição. Pensei ser irradiado mas só levei dois anos mas o futebol acabara para mim. Nessa mesma época o grande Lino Carvalho acabou para o futebol. “
Por isso, de novo a SUD ficou apurada para a II Divisão – série Douro Litoral 1939–1940, competindo de novo com as equipas do Porto, onde se encontravam: Boavista, Leça e Salgueiros, e o campeão de Aveiro, Espinho. Ficou de novo evidente a fragilidade da nossa equipa em compita com as fortes equipas da série, mas conseguiu um resultado surpreendente quando venceu e Leça por 5-3, retirando a este último a possibilidade de subida; a equipa da SUD terminou em último lugar com apenas 2 pontos, com 1V, OE e 7 D, e o score de 13-35 golos: Boavista 2-6, 3 -5, Espinho 0-3, 2-3 , Leça 5-3, 0-3 e Salgueiros 1-6, 2-4 .
Pegando num artigo do grande Tarene, o mesmo recalcava: “bom, as nossas tácticas de jogo eram diferentes das de hoje. Eram tácticas para fazerem golos. O sistema de marcação era outro: guarda redes, 3 defesas, 2 médios e 5 avançados. Ora havia 5 avançados contra 3 defesas, o que facilitava a penetração. Mas tinha que ser um jogo cruzado e largo para que os avançados pudessem marcar. Hoje as tácticas são mais defensivas, por isso os avançados dão menos nas vistas. No meu tempo eram jogos de contra ataque, jogo ao primeiro toque, corrido, sem mastigar. Por outro lado, éramos todos valentes, bastando recordar os seus nomes: Alfredo Lino, Lino Relvas, Preguiça, António da Fabiana, Lino Carvalho, Alberto Oliveira, Arlindo, Avelino Sapateiro, Veluda, António da Laura, Zé Cocas, Ângelo da Guedes, Titi, Zeca da Elvira, Toneca das Fogaças, Jorge das Mobílias, Joaquim Loureiro e Américo, António e o Nelinho Malícia, Rei do Café Vouga, Olímpio, Zeca Ferreira, Rogério, Torto, entre outros, foram indivíduos fortes, possantes. Tínhamos uma defesa onde não passava ninguém e uns avançados de meter medo a qualquer defesa. As pessoas admiravam-se de eu ser tão pequeno e ter tanta força… O Jorge das Mobílias chegou a treinar para guarda redes, mas quando lhe aparecia pela frente fugia. Os jornais da altura teciam muitos elogios ao extremo esquerdo, afirmando que parecia impossível como arrancava com a bola para fazer golo, sem dar tempo de o adversário se aproximar.“

A melhor equipa de sempre da SUD em 1939 - DE PÉ: Arlindo, Zé Cocas, Loureiro, Alfredo Guedes, Avelino Ribeiro e Lino Carvalho. AGACHADOS: Rui Técnico, Ângelo Guedes, Lino Relvas, Tarene e TITI. Desta equipa fazia parte também: Alberto Oliveira e Pereira.